sexta-feira, 14 de novembro de 2008

Preceitos aos instrutores de Yôga


Decorrentes de uma meditação em 1971

O único original manuscrito destes Preceitos,
foi rasgado vinte anos depois pela instrutora Cássia Costa,
ao notar que outros discípulos haviam, inadvertidamente,
lançado ao lixo um papel velho onde estava este texto.
Quantos mais terão sido perdidos dessa forma?

1. Só ensines aquilo que dominares bem.

2. Não hesites em confessares ignorância sobre aquilo que desconheceres. Sábio é aquele que conhece os seus limites e tolo, o que quer ter resposta para tudo.

3. Determina-te a superar-te a cada dia, para aprender o que não souberes e crescer como pessoa humana.

4. Procura dosar teu ensinamento, transmitindo a cada pupilo apenas aquilo que ele puder digerir, pois a mesma luz que ilumina os olhos é que pode cegá-los se for excessiva.

5. Como a semente do carvalho tem uma árvore dentro de si, cada discípulo é um Mestre em potencial. Ao transmitir o ensinamento, lembra-te de ensinar sobre como perpetuar a mensagem; e faz como o carvalho que firma suas raízes e espalha seus ramos.

6. Teu tempo sobre a Terra é curto como a duração de um relâmpago e menor ainda, é a persistência do discípulo. Portanto, ensina o máximo que puderes o mais rápido possível. Não há tempo a perder.

7. A serpente peçonhenta só é perigosa quando enroscada, pois, só assim, tem a energia potencial para desfechar o ataque. Evita como discípulo todo aquele que a personalidade seja enrolada como a víbora antes de dar o bote: esse será um provável traidor.

8.A árvore podada cresce mais e o guerreiro ferido muitas vezes em combate torna-se perito no uso das armas. Tal exacerbação do instinto de sobrevivência é obtido pela disciplina e pelas dificuldades. O melhor discípulo será aquele sobre as quais forem aplicadas as maiores exigências e as mais duras críticas. O mais talentoso instrutor será aquele que terá enfrentado as mais atrozes dificuldades no afã de bem desempenhar a sua missão.

9. Assim como o elefante segue a trilha antiga marcada pela passagem das manadas que o precederam, da mesma forma o instrutor de Yôga deve respeitar as trilhas assinaladas pelo seu Mestre.

10. O rio que segue sempre para o mar jamais será sempre duas vezes o mesmo rio, pois suas águas já passaram e novas águas passarão. O bom Mestres, não se desvia do seu rumo, mas segue continuamente se renovando.

Texto retirado do livro Mensagens do Yôga do Mestre DeRose
Postado por: Regina Wiese Zarling

quarta-feira, 12 de novembro de 2008

Yôga e Hinduísmo


Hinduísmo é um termo que designa um conjunto de movimentos culturais surgidos e aceitos na Índia a partir de aproximadamente 1500 a.C

Ele não pode ser considerado uma religião, como às vezes pensa-se no Ocidente. Trata-se antes de um conjunto de instituições, preceitos éticos, jurídicos, históricos, filosóficos, artísticos e que, consistindo de tradições orais, ainda pode revelar princípios antagônicos.

O hinduísmo, em síntese, tem duas fases: Shruti, a mais antiga e Smriti, posterior.

Shruti significa aquilo que é ouvido. Consiste na transmissão oral (parampará) de Mestre à discípulo, ou ainda, à revelação, significando uma classe de conhecimento aprendido por via direta, de dentro de si mesmo. O Shruti é considerado a autoridade máxima que, posteriormente, foi compilado em livros denominados Vêdas, escritos a partir de 1500 a. C.

Existem quatro Vêdas: Rig Vêda, Yajur Vêda, Sama Vêda e Atharva Vêda. Cada um deles...


Leia o texto completo no livro Yôga Sámkhya e Tantra do Mestre Sergio Santos.
Postado por Regina W. Zarling

terça-feira, 11 de novembro de 2008

Vários meios para Desenvolver os Chakras


Os chakras podem ser estimulados por vários recursos externos ou por um meio interno. Os ocidentais preferem os artifícios externos. A tradição milenar hindu prefere a forma interna.

As formas externas ou artificiais são:

1. percussão;
2. fricção;
3. massageamento;
4. passe magnético;
5. calor;
6.mantra
7. concentração
8. mentalização

Observe que mesmo a mentalização é considerada como um recurso externo ou artificial.

O meio interno é apenas um: despertar a energia ígnea da Kundaliní. Ela atua como ligar a ignição de um motor, o qual coloca em movimento as rodas de um veículo.

No SwáSthya Yôga admitimos utilizar as formas exteriores desde que também esteja sendo realizado um trabalho em profundidade que é o departamento progressivo da energia interna chamada Kundaliní.

Fora os recursos voluntários....


Postado por Regina Wiese Zarling
Leia o texto completo no livro Chakras, Kundaliní e Poderes Paranormais do Mestre DeRose
Faça o Curso com o Mestre no dia 22/11 na Uni-Yôga Batel

segunda-feira, 10 de novembro de 2008

Cobranças e mais Cobranças


Em princípio, não as faça a ninguém. Não há nada mais desagradável que aquele amigo, parente, marido, esposa que tenha o hábito de viver cobrando atitudes ou retribuições.

Contudo, a função do Mestre é, de certa forma, interligar o discípulo, provocá-lo para uma reação e, por isso mesmo, exigir dele uma série de comportamentos. Instrutor é quem dá aula e aluno é quem a recebe. Mestre é quem interfere na vida pessoal e nos hábitos privados do discípulo, para metamorfoseá-lo e catapultá-lo na via da evolução. Muitas vezes fá-lo numa intensidade que gera stress no discípulo, mas isso é assim mesmo. Há milhares de anos!

Que fique bem claro: o Mestre pode cobrar do discípulo a seu bel prazer, o discípulo, não! Este jamais deve intentar uma reciprocidade do tipo: "Se ele exige de mim, eu também exigirei dele". Acontece que quem está no discípulado é você, quem tem que aprender é você, quem precisa receber a experiência do Mestre é você. Portanto, não seja arrogante. Refreie esse ego hipertrofiado e seja mais humilde. O Mestre não precisa de você para nada. Afinal ele tem algo que você quer: o conhecimento! Se o Mestre perceber uma pontinha de soberba no seu procedimento, não lhe ensinará mais nada.

Retirado do livro Boas Maneiras no Yôga de autoria do Mestre DeRose
Postado por Regina W. Zarling

sábado, 8 de novembro de 2008

Tantra da Mão Direita


Existem vários tipos de Tantra, dos quais, os mais importantes são o Dakshinachara e o Vamahchara, isto é, o da direita e o da esquerda. Além das várias escolas de Tantrismo temos as influências exercidas pelo Tantra sobre outras filosofias, artes, sistemas e religiões, como é o caso do Budismo Tântrico, Taoísmo Tântrico, Arte Tântrica, Magia Tântrica, Yôga Tântrico, etc.

Num tal emaranhado é bom que nos situemos, pois a tradição oriental não admite aquela confusão perpetrada pela misturança de sistemas que o consumismo oriental embaralhou a fim de faturar melhor, explorando a desinformação da opinião pública.

Nosso trabalho é de Yôga. A tradição de Yôga que abraçamos é de linha tântrica. Po r ser um Yôga antigo, a estirpe de Tantra é o Dakshinachara ou tantrismo branco. O Tantra Branco é o mais antigo e também o mais sutil, sofisticado e bem reputado na Índia e no mundo todo. Seus seguidores são pessoas sensíveis, educadas e de bons costumes. Não fumam, não tomam bebidas álcoolicas em circustância alguma, não comem carne de nenhuma espécie e não consomem drogas.

Texto retirado do livro O Mestre DeRose.

Postado por Regina W. Zarling

sexta-feira, 7 de novembro de 2008

A Confusão Gerada pelo Mercado


Tão incoerente quanto misturar o Yôga com religiões é misturá-lo com nacionalidades. É comum encontrarmos oferta de Yôga Tibetano, Yôga Egípcio, Yôga Israelense. Ora, Tibet, Egípcio, Israel são países. Ora, "Yôga Tibetano" faz tanto sentido quanto "Yôga Brasileiro" "Yôga Argentino", " Yôga Português". Se existe Yôga no Tibet ele tem que ser identificado pelo seu nome verdadeiro: Rája Yôga, Hatha Yôga, Karma Yôga, Bháktí Yôga, etc.

Também ouve-se falar de Yôga Desportivo, Yôga Artístico, Yôga Fitness, Power Yôga e por aí vai. Trata-se de táticas modernas para tentar atingir o consumidor onde ele é mais vulnerável no apelo da novidade. Yôga Desportivo será Hatha Yôga? Yôga Artístico não será Hatha Yôga também? Power Yôga e Yôga Fitness não serão igualmente Hatha Yôga? Mas, na opinião daqueles, Hatha Yôga está gasto, ultrapassado, démodé. Ninguém mais quer praticar Hatha Yôga no Ocidente. Então, nada melhor que tentar outra denominação.

Postado por Regina W. Zarling

Retirado do livro: Tratado de Yôga do Mestre DeRose

quinta-feira, 6 de novembro de 2008

Mantra: ÔM Jay Guru, Shrí Guru, ÔM Jay


ÔM Jay Guru, Shrí Guru, ÔM Jay (4x)
ÔM Jay Dêví, Shrí Dêví, ÔM Jay (4x) { as mulheres vocalizam Dêva ao invés de Dêví}
ÔM Jay Gangá, Shrí Ganga, ÔM Jay (4x)